O ransomware — tipo de ataque em que criminosos criptografam os arquivos da empresa e cobram resgate para devolvê-los — continua sendo uma das ameaças mais destrutivas para negócios de todos os tamanhos. Quando o ataque acontece, a diferença entre uma paralisação de algumas horas e a perda definitiva de anos de informação costuma estar em um único ponto: a qualidade do backup.
Por que “ter backup” não basta
Muitas empresas acreditam estar protegidas porque copiam arquivos para um HD externo ou para a nuvem. O problema: os ransomwares modernos procuram e criptografam também os backups acessíveis pela rede. Se a única cópia está conectada ao mesmo ambiente, ela cai junto. Outros cenários igualmente comuns: o backup que “rodava sozinho” parou há meses sem ninguém perceber, ou a restauração nunca foi testada e falha na hora H.
A regra 3-2-1, explicada em um minuto
A regra 3-2-1 é uma referência mundial de boas práticas de backup, simples de entender:
- 3 cópias dos dados: o original e pelo menos duas cópias de segurança.
- 2 mídias ou tecnologias diferentes: por exemplo, um storage local e um serviço de nuvem — falhas raramente atingem tecnologias distintas ao mesmo tempo.
- 1 cópia fora do ambiente (offsite): em outra localidade ou na nuvem, isolada da rede principal — fora do alcance de um ransomware que invadir a empresa.
Versões mais recentes da prática acrescentam a cópia imutável ou offline: um backup que não pode ser alterado nem apagado, mesmo por um invasor com acesso administrativo.
Backup bom é backup testado (e monitorado)
Dois hábitos separam empresas protegidas de empresas que apenas acham que estão protegidas:
- Teste de restauração periódico: agendar restaurações reais (um arquivo, uma pasta, uma máquina virtual) para garantir que a cópia funciona e para medir quanto tempo a recuperação leva.
- Monitoramento das rotinas: cada execução de backup deve gerar confirmação — e cada falha, um alerta imediato. Integrar o backup a uma plataforma de monitoramento como o Zabbix elimina o risco de descobrir tarde demais que a rotina parou.
Essas práticas estão alinhadas ao controle 8.13 (backup de informações) da ISO/IEC 27001:2022, que recomenda manter e testar cópias de segurança conforme a política definida pela organização. Para dados pessoais, a LGPD reforça a necessidade de medidas técnicas capazes de proteger e restaurar as informações.
Quanto tempo sua empresa aguenta parada?
Duas perguntas orientam qualquer projeto de backup: quanto de informação você aceita perder (horas? um dia?) e em quanto tempo a operação precisa voltar. As respostas definem a frequência das cópias e a tecnologia adequada — e evitam pagar por mais do que o necessário ou, pior, proteger menos do que o negócio exige.
A Brazuca Informática projeta e implanta estratégias de backup e recuperação para empresas de Mato Grosso, Goiás e todo o Brasil — com rotinas monitoradas, testes de restauração e proteção contra ransomware.
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