Inventário de ativos de TI é o registro organizado de todos os equipamentos e softwares da empresa: computadores, servidores, impressoras, licenças e contratos. Sem ele, você não sabe o que tem, o que está no fim da vida útil nem o que está sem proteção. Este passo a passo mostra como fazer do zero — inclusive com ferramenta gratuita.
Por que fazer inventário de ativos
- Planejar trocas antes de o equipamento falhar (fim de vida útil).
- Descobrir máquinas sem antivírus, sem backup ou com Windows desatualizado.
- Reduzir custo: encontrar licenças pagas sem uso.
- Atender à LGPD: saber onde os dados pessoais estão armazenados.
Passo a passo
Passo 1 — Defina o que será inventariado
Comece pelo essencial: estações de trabalho, notebooks, servidores, equipamentos de rede, impressoras e licenças de software. Celulares corporativos e ativos de terceiros entram numa segunda fase.
Passo 2 — Escolha a ferramenta
Para poucas máquinas, uma planilha resolve o início — mas desatualiza rápido. A partir de 15-20 ativos, use uma ferramenta com coleta automática. O GLPI é gratuito (código aberto) e, com o agente instalado, cada computador reporta sozinho sua configuração, softwares e alterações.
Passo 3 — Padronize a identificação
Defina um padrão de nome (ex.: EST-VENDAS-01) e etiquete fisicamente os equipamentos. Registre: responsável, setor, data de compra, garantia e configuração.
Passo 4 — Instale a coleta automática
Com o agente do GLPI (FusionInventory/GLPI Agent) instalado nas máquinas, o inventário se atualiza sozinho: hardware, softwares instalados, número de série e usuário logado.
Passo 5 — Revise e mantenha
Agende uma revisão trimestral: equipamentos que sumiram do inventário, softwares não autorizados e ativos perto do fim da garantia. Inventário desatualizado vira ficção em poucos meses.
Erros comuns
- Fazer o inventário uma vez e nunca atualizar.
- Registrar só o hardware e esquecer licenças e contratos.
- Não vincular o ativo a um responsável — sem dono, ninguém responde por ele.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para implantar?
Em uma PME típica, a estrutura básica com GLPI e coleta automática fica pronta em poucos dias; o refinamento (etiquetas, contratos, licenças) leva algumas semanas.
Preciso de servidor próprio para o GLPI?
Não necessariamente. Ele pode rodar em um servidor local existente ou em nuvem de baixo custo.
Planilha não resolve?
Resolve para começar, mas não se atualiza sozinha. O custo de manter a planilha em dia costuma superar o de implantar a coleta automática.
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