Plano de continuidade de TI é o documento que responde a uma pergunta: se o essencial falhar hoje — servidor, internet, sistema, escritório — como a empresa continua operando? Para PMEs, ele não precisa ter 50 páginas. Precisa existir, ser testado e caber na realidade da operação. Este guia mostra a versão enxuta.
Passo 1 — Liste o que não pode parar
Identifique os 3 a 5 processos vitais (faturamento, atendimento, produção) e o que os sustenta: sistemas, servidores, links, pessoas-chave. Esqueça o resto por enquanto.
Passo 2 — Defina os cenários de falha
- Queda do link de internet principal.
- Falha do servidor ou do ERP.
- Ransomware ou perda de dados.
- Indisponibilidade do escritório (falta de energia, sinistro).
- Ausência de pessoa-chave da TI.
Passo 3 — Escreva o plano B de cada cenário
Para cada cenário: quem aciona, o que fazer nos primeiros 30 minutos, qual o caminho alternativo (link 4G/5G de contingência, restauração de backup, trabalho remoto) e quem comunica os clientes. Uma página por cenário basta.
Passo 4 — Garanta os pré-requisitos técnicos
- Backup 3-2-1 testado — sem ele, não há plano que resista a ransomware.
- Segundo link de internet (de operadora diferente) com failover.
- Documentação de senhas e acessos em cofre seguro, acessível a mais de uma pessoa.
- Monitoramento para saber da falha antes do cliente.
Passo 5 — Teste uma vez por semestre
Simule: desligue o link principal e veja se o failover assume; restaure o backup em ambiente de teste e cronometre. O teste sempre revela um detalhe que o papel escondia.
Perguntas frequentes
Qual a diferença para plano de disaster recovery?
O disaster recovery (recuperação de desastre) é a parte técnica — restaurar sistemas e dados. O plano de continuidade é mais amplo: inclui pessoas, comunicação e processos alternativos.
Quanto custa montar?
A versão enxuta custa principalmente horas de planejamento. Os investimentos típicos são o segundo link e a estrutura de backup — fração do prejuízo de um dia parado.
Quem deve ser o dono do plano?
Um responsável interno (sócio ou gestor) com apoio técnico da TI — interna ou terceirizada. O plano não pode morar só na cabeça do técnico.
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